segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O furacão Karinna...Final

Nem mal passou 10 min quando bateram na porta novamente, abri, era ele novamente, só de calça com o cós da cueca a mostra, o peito nu bem torneado sem muito músculo, os olhos mais brilhantes e a boca mais carnuda que já vi, ele foi entrando e eu recuando, depois de ter fechado a porta falou: "Lembra que perguntei se gostava de sorvete com calda de chocolate?pois é, esqueci.Mas trouxe agora pra gente saborear juntos..."Nenhuma palavra naquele momento foi pronunciada. E o inevitável,tão sonhado, desejado beijo aconteceu...me entreguei de tal maneira que perdi por um instante minha lucidez,sem tabu, sem princípios morais, nossos corpos se tornaram um só, e ali ele se transformou no meu homem, que ate então o tratava como um guri.
Foi a noite mais intensa de minha vida, sua juventude e virilidade contribuiu pra eu ter 3 orgasmos multiplos seguidos,um feito inacreditável pra mim..Depois de exaustos, dormimos abraçados, aliás nem dormir com medo de acordar e ver que tivesse sido um sonho, admirando seu corpo junto ao meu, ainda com meu cheiro, senti no fundo do meu coração que encontrei o que tanto eu procurava.Mas aí veio minha razão de novo jogar um balde de água fria...o medo de que foi só uma transa e nada mais.
Pedi o café no quarto, tomamos juntos, mas nenhuma palavra sobre o amanhã, ele só perguntava se eu gostei, essas coisas.Terminamos e ele se despediu e foi embora, me deu um beijo na testa e disse "até breve".
Tentei me distrair com os dois dias que me restavam, comprei as últimas lembranças, algumas coisas pra mim, e tentava meio que sem sucesso colocar numa caixinha meu sentimento por Lukas, até o dia de minha partida não mais o vi.
Chegou o dia, no saguão do hotel ja fechando a conta, esperando o táxi, o vi chegando abraçado com uma garota,nossa,me senti tão mal naquele instante, ele até olhou mas não veio se despedir de mim.Com meu orgulho e coração magoados, entrei no táxi com a cabeça baixa e fui embora sem olhar pra tras.
Bom, a estória em si acabou por aí, mas aí vc me pergunta: "E não teve um happy end?"Se não fosse por pura falta de atenção minha, Depois que desfiz a mala eu a guardei, e depois de 3 meses uma amiga me pediu emprestada, quando ela estava arrumando e abriu um bolso tras que geralmente não uso ela encontrou um bilhete carinhoso com numero de celular.Meu coração fez igual uma ferrari..de 0 a 100 em 4 seg.!Liguei e ele atendeu na hora, não podia falar comigo naquele momento pois tava na faculdade.
Em resumo, fui a São Paulo e nos encontramos, expliquei o que aconteceu, ele por um lado ficou chateado, pensou até que eu é tinha dado bolo nele.Foi um fim de semana maravilhoso.Firmamos um compromisso, e passados 4 anos fui de mala e cuia pra SP, fomos morar juntos e meses depois de sua formatura casamos, e hoje passados 1 ano e 3 meses passamos por muitas provações, e esse sonho que antes era só meu, agora é de nós dois, nosso amor superou tudo, uns apoiaram e outros acharam insanidade de minha parte.Mas valeu a pena cada lágrima derramada, tanto de tristeza quanto de alegria.E uma coisa ficou marcada pra sempre na minha vida e sempre digo a minhas amigas..."Você não sabe o poder que uma calda de chocolate tem!" rsrsrsrsrs... Bjs a todos e obrigada pelo espaço!
By Karinna - Porto Alegre-RS

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O furacão Karinna... parte 03

Passaram-se alguns dias e até agora nada de interessante aconteceu, só contabilizando meus gastos com lembrançinhas e afins. Minha partida já estava próxima e toda aquela empolgação se tranformou em comodismo, me dava até vontade de ficar direto no hotel até o dia de embarcar,me distraía ficar na área de lazer com meu notebook revendo as fotos e teclando com os amigos e a familia.E nesse meio tempo me lembrava do meu ex..."que saco!Parece praga!"(Por que de certa forma é a 1ª vez em anos que viajo sozinha).
Retornei a recepção em direção ao elevador, eis que surge ele...simmmm ele mesmo!O rapaz que mencionei no início, todo suado...vinha da praia, uma tentação.Me deu logo um calor rsrsrs...acho que fiquei até rosada.tentava disfarçar mas estava evidente demais a ponto dele notar.Foi tanto que ele sorriu e perguntou o andar..."coincidência, é o mesmo do meu!Só eu sei como aquelas palavras soaram como uma sinfonia, naquela hora pensei no absurdo de desejar que o elevador pifasse, mas já era tarde...a porta se abriu e ele esperou que eu saísse.Se despediu e perguntou o nº do meu quarto, falei e daí ele se afastou e perguntou ao longe: "Gosta de sorvete com calda?Sem entender o sentido da pergunta respondi que sim, ele sorriu novamente e se foi pelo corredor.Entrei no quarto feito um furacão direto ao banheiro, um banho frio naquela hora iria me fazer bem pra abaixar aquele fogo que me consumia.Tentando relaxar e mais uma vez em conflito com meus princípios..."o que aquele rapaz tem ou fez pra eu perder completamente o controle dos meus sentidos..."
Desci pra jantar e retornei ao quarto, liguei para meus pais pra confirmar o dia e a hora do voo, confesso que fiquei meio triste, senti que mais uma vez o destino me pregou uma peça, já estava conformada que minha ida a Fortaleza foi apenas pra passear e não pra namorar.Minutos depois bateram na porta..."ué, não pedi nada..."Abri e quando o vi quase caí pra tras rsrsrsrs...(ele)"Já jantou?,(eu) Já sim!,(ele) então como prometi trouxe o sorvete!"E assim a conversa fluiu...Prazer Lukas( com K mesmo)assim ele se apresentou sorrindo que só naquele momento percebi que ele usava aparelho.Confesso que eu o achei muito simpático e atencioso, sempre educado, e eu só percebendo aquele rosto ecantador, olhos verdes brilhantes,uma pele ja então bronzeada, uma tentação de 17 anos que jurava que no mes seguinte faria 18, contou que passou no vestibular em 2º lugar pra Odontologia, a contra gosto do pai que queria que ele fosse Engenheiro...depois de minutos que torçia pra não acabar, nos deliciávamos com o sorvete de cupuaçu que ele trouxe.
Mas nada aconteceu, não percebi nenhum interesse da parte dele, eu não iria me arriscar, aquela altura do campeonato seria melhor um empate do que levar uma bola fora.Só a presença dele ali ja me valeu a noite, ele se despediu e disse que iria dormir porque eles iriam pra Canoa Quebrada logo cedo, já que ele tambem disse que iria viajar no dia seguinte a noite, ele é de São Paulo.Nesse momento fiquei sem palavras, apenas disse friamente, "então se agente não se encontar te desejo uma boa viagem", ele se foi, pegou na minha mão e deu um beijo.Bati a porta e começei a chorar compulsivamente."Mas logo amanha. que droga!"Só agora que eu o conheci ele já vai embora...

Mas a noite só estava apenas começando...ahhhh eu que pensava que tinha acabado a estória aqui...na próxima o desfecho que confesso que até eu mesma me surpreendi.Aguardem...

domingo, 12 de setembro de 2010

O furacão Karinna..Parte 02

Depois que me instalei na suíte, pedi o jornal pra ver as atrações do fim de semana e me organizar, olhei pela janela e vendo a movimentação na beira-mar resolvi dar um passeio pelo calçadão e olhando os barzinhos e lanchonetes pois estava com fome.Daí não resisti e parei numa barraquinha de tapioca, em êxtase por experimentar novos sabores pedi uma com uma combinação incrível de carne de sol com catupiry.
Enquanto me deliciava sentada num banquinho , olhando meio que sem direção, meus olhos encontraram outros olhos, um moreno lindo alto, bronzeado, que me fez por um instante esquecer o que tava fazendo ali.Recuei o olhar, mas teimosamente nossos olhares se encontravam.Nem precisou muito tempo,o rapaz se aproximou, Cadu era seu nome, turista paranaense, natural de Maringá, depois das formalidades e conversa fluiu normalmente, saímos daquele ambiente barulhento e fomos em direção a praia, sentamos na areia e continuamos a conversa. Ele por sua vez já estava de partida, no dia seguinte iria embora, pois veio à Fortaleza a trabalho, aquele fisico, aquela boca me atraia muito, entre uma conversa e um sorriso a mão dele escapava e tocava a minha e lentamente subia pelo meu braço, confesso que aquela altura dos acontecimentos já estava tendo pensamentos pervertidíssimos rsrsrsrsrs...Deixei ao acaso do destino, mas qnd me dei conta já estava em seus braços me deliciando com seu beijo molhado e quente, num cenário perfeito tendo a lua como doce inspiração.Nem me importando se tinha pessoas olhando,alí eu estava me sentindo liberta.
E num instante de loucura fiz o que antes eu abominava, o convidei pra irmos a um lugar mais reservado, ele topou na hora, como ele estava acompanhado em sua suite, fomos pra minha.Ao chegarmos, nossos beijos se tornaram mais calientes, me despertou um desejo tão intenso que não pensei duas vezes em me entregar completamente aquele lindo desconhecido, nem com meu ex eu sentia esse fervor.Depois de horas de um sexo gostoso sem tabus, cheios de orgasmos astronômicos( daqueles que vê até estrelas), adormecemos juntinhos, por um instante pensei que seria sonho, será que encontrei o homem de minha vida?errado!Na despedida em meio a troca de emails, pois ele não quis me dar o numero do celular, ele me confessou que era noivo e que tinha uma filha.
Mais uma vez me enganei com os homens, poderia ter ficado com raiva dele, mas pelo menos ele me disse antes que um sentimento criasse raizes, encarei como uma doce aventura, sem culpa e sem arrependimentos.Cadu ainda está em meus pensamentos, mas por meus principios joguei fora o papel que ele me deu.Mas aí o dia começou lindo, e renovei minhas esperanças em relação a encontrar alguém especial.Ainda tenho mais alguns dias, quem sabe...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O furacão Karinna... parte 01

Depois de longos e estafantes meses de trabalho, veio minhas merecidas férias, poucos dias mas que prometi pra mim mesma que seriam inesquecíveis, não por causa do lugar que escolhi pra passar esses dias, mas pelo fato que quero definitivamente "enterrar" o Pedro, não a pessoa é claro rsrsrs, mas o sentimento que ainda persistia em me tirar o sono e nada melhor que um lugar paradisíaco, longe do meu mundinho rotineiro com pessoas e culturas diferentes e com uma ideia fixa de lá quem sabe encontrar o "paraíso".
Ahhh o Pedro...o genro que toda mãe queria pra sua filha...eu pensava assim, até o dia em que ele mentiu dizendo que tava com uma forte dor na coluna pra não ir comigo num casamento e por uma ironia do destino foi visto por um amigo meu no estacionamento de um shopping e ainda por cima acompanhado por uma talzinha.Não pensei duas vezes e saí da igreja rumo ao desconhecido, fiquei pensando em mil e uma possibilidades de ser apenas um mal entendido ou que meu amigo se confundiu, mas algo me dizia pra seguir em frente, qnd cheguei procurei pelo carro e achei e lá fiquei até sairem e qnd chegaram abraçadinhos e rindo de alguma coisa (que na minha mente pensei que era de mim), abordei os dois e ele fingiu que não me conhecia,até me chamar de louca ele chamou, fui pra casa me sentindo a pior das criaturas, a mais idiota e burra por acreditar que tinha encontrado meu principe encantado.
Pedro agora é passado, fiquei reclusa do amor por quase dois anos, mergulhei no trabalho pra esquecer, ate curso de alemão eu fiz, mesmo que nunca me interessei em ir pra Alemanha e fora outras ocupações, me desliguei do mundo e de mim mesma, até que despertei do "coma", bem no dia de meu aniversário que só percebi qnd cheguei na loja e vi a velinha de 28 anos bem destacada em cima do bolo.Fiquei atônica e com aquele sorriso amarelo agradeci.
Daí veio uma conversa com meu chefe...preciso de férias.
Até que finalmente chegou o dia, data e hora marcados rumo à Fortaleza-Ce, fui por indicação de amigos e da agencia, por estar num pacote promocional.Quando o avião aterrissou, pisei com o pé direito e respirei fundo e pensei: Se prepare Fortaleza, vc não será mais a mesma,pois o furacão Karinna chegou!
Cheguei ao hotel, muita gente, uma bagunça na recepção, era uma excursão que tinha acabado de chegar, um bando de adolescentes livres e soltos dos olhares dos pais exalando hormônios pra todo lado, e me veio à tona de que tbm ja passei por essa experiência...bons tempos aqueles...
Nesse furor todo, me deparei com um rapaz que esbarrou sem querer em mim,meio sem jeito me pediu desculpa e pegou minha mala que tinha caido, mas não pude deixar de reparar naquele belo rapaz de pele alva, cabelos castanhos e olhos de mel, num corpo atlético ainda em formação,deduzi que teria uns 17 anos. Ele foi se distanciando e eu ali fiquei parada olhando até onde minha vista alcançou.Depois ele subiu com os amigos e daí pude chegar na recepção.
E olhe que sempre me interessei por homens mais velhos achando que teria um relacionamento sério, e pensando com meus botões, como me senti atraída por um guri que mal saiu das fraldas?Absurdo ou não isso é só o começo, pois ainda estou no 1º dia dos meus 15 restantes, acho que vim ao lugar certo, muitas surpresas me reservam e essa com certeza será uma delas... 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A logística do amor - Parte 2

Nossa mente é relacional

O que alimenta esse processo é nosso autocentramento e a ilusão de que existe uma mente fechada dentro de nossa cabeça, em vez de pensamentos e emoções que existem de modo impessoal flutuando como possibilidades por aí, que podem ser incorporadas ou apenas passear livres no espaço que somos. Nossa mente é relacional, ela se expande entre as pessoas, para dentro delas, entre locais e objetos.
Quando surge um problema, temos certeza de que ele é nosso ou do outro, que está dentro de alguma mente, não no chão, na cortina, no espaço entre pessoas e coisas. Como nos levamos a sério, vivemos emoções de modo pessoal e usamos nossos dramas para dar sentido à vida, é muito difícil admitir que a maioria dos nossos problemas mais sérios e gigantescos são frutos de detalhes (como uma cortina) e poderiam ser transformados com mudanças simples de logística.
Nossa mente não tem nada dentro. Ela é um olho que se posiciona aqui ou ali – aqui, vê uma perspectiva; ali enxerga outro universo. É por isso que uma cortina pode mudar nossa vida.
Entre um mendigo jogado na rua e eu, a única diferença é de posição, não de conteúdo mental ou “personalidade”. Em menos de uma semana passando frio, sem comer, eu teria os mesmíssimos pensamentos, o mesmo mundo emocional, a mesma personalidade. Possivelmente roubaria ou mataria alguém.
A logística de minha vida, minha rotina, meu trabalho, minhas roupas, meu apartamento, meus deslocamentos, tudo aquilo que penso não ser eu é muito mais responsável por minhas experiências do que consigo imaginar. Assim como meu namoro, que não é o laço entre duas subjetividades, mas a interface entre céus, chãos, armários, paredes, computadores, trabalhos, camas, agendas, futuros, passados, famílias, restaurantes, sonhos, banheiros, supermercados, carros, trejeitos, vassouras, panelas, livros, manias, escovas de dente…
O casal que já superou a necessidade excessiva por paixão e romantismo pode focar mais livremente nos recursos e nos fluxos que, de fato, possibilitam que a relação avance. Se ambos ainda estão preocupados com “Você gosta de mim? Você me ama? Você me deseja?”, uma conversa sobre morar em casas separadas é inviável. A ironia é que justamente essas mudanças logísticas, que podem provocar insegurança, salvam muitas relações – e, a longo prazo, só aumentam a confiança.
Basta questionar um pouco as convenções naturalizadas, basta quebrar processos automatizados, reconhecer e mexer na logística, para se surpreender com novos fluxos do amor, novos olhares de desejo, interfaces e toques que nunca foram explorados porque não havia suporte, horário, transporte, cama pra isso.
Casar e morar em casas separadas: “Você vem jantar e dormir aqui hoje?”. Ou dormir em quartos diferentes com duas camas de casal, sendo que às vezes uma delas fica vazia à noite toda. Não criar uma conta conjunta. Não casar, apenas morar junto. Casar e ficar solteiro, sem bloquear novas relações. Fazer regras por brincadeira e não fazer disso mais uma regra (nem dessa frase e nem desse parênteses). Ou fazer e esquecer, como dois caretas convencionais, por que não?
Mais do que isso, em cada detalhe, podemos olhar para as questões logísticas da relação, detectar obstruções e brincar de mover o sofá na nossa sala para ver em que parte do chão ainda não transamos. Aliás, isso de mover juntos o sofá é tão importante quanto transar no chão.
Enfim, possibilidades e mais possibilidades para quem não confia no amor e sabe que o horário do banho pode acabar com um relacionamento.
by Não2Não1