quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dicas infalíveis de sedução

Nossa própria definição de “sedução” é restrita e enviesada, só contemplando o que acontece no começo, não no meio. Como se daria a sedução entre duas pessoas casadas há 20 anos ou 30 anos? E como essa perspectiva poderia aprofundar a dinâmica da sedução entre solteiros?

Solteiros e casados (ou namorados)

Solteiros e solteiras, olhem bem para os casados. Observem a naturalidade do homem ao tratá-la como sua e a a confiança dela em se mover pra todo lado sem precisar ser o centro das atenções do parceiro o tempo todo enquanto estão juntos. E então experimentem oferecer a mesma naturalidade e confiança logo no primeiro encontro com qualquer pessoa, afinal essa estranha seria sua mulher por uma noite, esse desconhecido será seu homem por algumas horas.
Casados, olhem para os solteiros. Ignorem a paixão inicial, aquela coisa de não se desgrudar e se perder em deslumbramento. Notem, porém, a curiosidade de um pelo outro. E então experimentem não saber e se surpreender com o outro e consigo mesmo.
Reparem também na necessidade dos solteiros em conhecer, saber de tudo do parceiro e, por outro lado, no impulso de se descrever e contar todo o passado um para o outro. E se vocês invertessem esse movimento? E se começassem a se desconhecer? Eis um caminho quase impossível ao solteiro pois ele encontra prazer no sucessivo conhecer…
Desconhecer, não saber, não antecipar, não prever as ações do outro. Perguntar sobre o futuro, contar sonhos e vontades, abrir espaço para aquilo que o outro sempre quis ser. E quando essas mudanças ocorrerem (da primeira gravidez ao alzheimer), contemplar aquilo que segue intacto.
Se a sedução inicial está mais ligada ao impulso de agarrar e conquistar (o corpo, a mente, o mundo do outro), a sedução mais experiente é uma espécie de magnetismo, um mistério que faz com que ambos sigam juntos e não se afastem como amigos que passam anos distantes. Uma atração que existe desde o começo, confundida com sexo e paixão, e depois de algum tempo pode ser vivida mais diretamente como apenas uma motivação para ficar junto.
Ora, é essa motivação o Santo Graal de qualquer bom Don Juan. Não uma noite de sexo, mas total entrega. Não algo pontual, mas o desejo de ficar junto. O que mais queremos, desde a primeira noite, não é provocar tesão, paixão, prazer, admiração, nada disso. É criar magnetismo, a ponto do outro vir em nossa direção mesmo quando não fazemos esforço algum.

Magnetismo entre o que exatamente?

É aí que a coisa fica interessante. As pessoas não são atraídas por características pessoais e por coisas que fazemos para seduzir. Pelo contrário, quanto mais fizermos e quanto mais características tivermos, menor será a atração. Explico.
Nós pensamos que nosso maior diferencial, o que realmente temos a oferecer, são as características que nos diferenciam dos outros. Tudo aquilo que é pessoal, nossas preferências, gostos, jeitos. Acredite, se fôssemos apenas essas identidades, ninguém ficaria mais do que algumas semanas ao nosso lado. Somos chatos, previsíveis, bobos. Somos aquele nerd numa mesa de speed dating falando de sua vida por 10 minutos. Ninguém se interessa!
Nossa sorte é que, além dos aspectos mais pessoais, nós podemos ser o espaço para qualidades impessoais, podemos encarná-las, dar vida a elas quando não perdemos tempo focando em nossas coisinhas. Quando um homem dança salsa com uma mulher, nada ali é pessoal. Tudo pode ser reproduzido em outro casal porque a energia daquilo é algo sempre disponível, não é algo que eles estão inventando ali. E dançar salsa com uma mulher é uma das maiores sacanagens, jogo sujo, quando o assunto é sedução.
Do mesmo modo, as qualidades que atraem uma mulher são impessoais: generosidade, destemor, estabilidade, ousadia, inteligência, paciência, bom humor. E as que fazem pirar os homens também: liberdade, entrega, brilho, energia, inteligência, alegria… São qualidades impessoais disponíveis para homens e mulheres.
Quanto mais pessoais tentamos ser e quanto mais tentamos criar vida e construir momentos e emoções, menos deixamos que a vida aconteça e que as qualidades impessoais sejam incorporadas. Pois é entre tais qualidades maiores do que nós que se dá o magnetismo. Entre condução e entrega, bom humor e alegria, liberdade e brilho, destemor e inteligência. Não entre pessoas, não entre eu e você. Apenas duas pessoas e seus gostos similares não conseguem criar energia, magnetismo, tesão, vontade de arrancar as roupas um do outro no meio de um bar.
Parece um milagre, então, o fato de que as pessoas fiquem tanto tempo juntas, mas não tem nada de milagre. Ainda que possamos amar muitos, é inviável sempre começar do zero. Muitas qualidades encontram um solo muito mais fértil e contínuo num casal que avança junto do que em trinta que sempre começam.
Ao vivermos de modo mais impessoal, passamos a amar aquilo que o outro ainda não é. Amamos a liberdade do outro de ser e, a partir disso, nos alegramos com cada uma das identidades transitórias que nascem. Amamos o ser futuro, em antecipação. Ora, quem não quer ficar ao lado de alguém que o estimula a mudar e crescer? Eis um dos melhores jeitos de conquistar alguém: agir a favor e se alegrar com a felicidade do outro, principalmente quando ela não tem nada a ver conosco.

Sem estratégias

Diante desse magnetismo impessoal, todos os métodos de sedução (PuA e afins) perdem o sentido. E, sim, minha motivação aqui é ajudar as pessoas a parar de gastar dinheiro com workshops e cursos desse tipo.
O método supremo de sedução se resume a não ter estratégias. Esse é o golpe mais baixo que você pode usar com uma mulher. Vá a um encontro sem estratégias, sem esperar sexo, sem tentar beijar, sem tentar alegrá-la, sem se mostrar perfeito, sem tentar nada, sem esforço.
O homem que faz isso sabe que ele não tem poder de criar tesão, amor, paixão, felicidade… Ele sabe que o magnetismo ocorre naturalmente, como que vindo do céu ou da terra. Basta que ele não obstrua esse fluxo com suas tentativas de conseguir algo.
Então ele apenas fica lá e vive, lidando com cada coisa que surge. Se surge timidez, ótimo. A timidez não é problema algum pois ele não está tentando nada. Então ele pode até confessar sua timidez, rir dela com a mulher, fazer um brinde à timidez e então abrir espaço para que outras coisas surjam no lugar da timidez. Não há oposição, luta, desconforto ou ansiedade de mudar, ingredientes que fariam a timidez crescer e imperar.
Ele vai sem a pretensão de fazer a diferença na vida da mulher. É por isso que às vezes as pessoas dizem: “Não dê a mínima, não ligue, não mostre que está interessado, aí sim elas ficam loucas”. Não é bem a indiferença ou a sensação de que algo mais precisa ser feito para fisgá-lo (ainda que isso exista na superfície), mas é a leveza de ter alguém ao seu lado que não precisa de você e de quem você não precisa. Isso é muito mais excitante do que imaginamos. No fundo, odiamos quando alguém precisa de nós e não suportamos quando precisamos de alguém porque sentimos que estamos sendo um incômodo. Desejamos apenas estar, sem nada puxando (de dentro ou de fora). É assim que começa uma boa relação.
By Não2não1

sábado, 29 de maio de 2010

Tensão, conta afrodisíaca, meditação e outros caminhos para o sexo‏

Muito se fala da troca de olhares sedutores, mas ela é natural se houver uma outra troca de olhares mais constante na relação.
Imagine um gerente que tenha sido vítima de fofocas malignas chegando para coordenar sua equipe. Sem autoridade, diminuído, ele se sente completamente impotente, perdido, incapaz de agir. Eis uma caricatura do que acontece quase diariamente com muitos casais.
Lembro de uma vez ouvir um cara falando todo empolgado da faculdade que estava voltando a fazer. Sua noiva o interrompia minuto a minuto para dizer que aquilo não fazia sentido e (em tom de brincadeira) que seria brochante namorar um calouro. Tais afirmações, de pouco em pouco, terminam por minar a potência do homem e, do outro lado, a vitalidade feminina.
Se a mulher não admirar e não sentir a potência de seu parceiro, ela nunca vai ajoelhar e coordenar cabeça, mãos, lábios e língua para nossa diversão. Se o homem não apreciar e não estimular as qualidades de sua mulher, ele nunca vai realmente sentir vontade de pegá-la no colo e dizer, com a boca cheia, “Eu te amo”.

A tensão que sustenta o sexo

Na música, quando desejamos aumentar a sensação da cabeça do tempo (o “1″), em vez de colocar todos os instrumentos com força nesse ponto, jogamos a intensidade para o contratempo (o “2″). Se você atentar para o surdo do samba, ficará nítido que o “Bum” maior acontece no contratempo. É por causa desse contraste, dessa tensão entre tempo e contratempo que a música fica gostosa. A ênfase no “2″ só valoriza e traz mais à tona o “1″.
Na dança de salão, é a tensão entre as mãos que possibilita a condução. Se a dama não faz um pouco de força contra a mão do parceiro, quando o cavalheiro tenta levá-la para um passo, apenas sua mão se desloca. Se há tensão, o corpo feminino inteiro se move ao mínimo gesto da mão masculina.
Quando um homem não é facilmente fisgado, quando treina a arte da imobilidade, ele propõe uma tensão diante do movimento feminino. Ele não fica no mesmo local, não avança na mesma direção que ela, então ambos se polarizam e magnetizam. É como um strip tease: se ele não aguenta a ansiedade logo nos primeiros minutos e se move, o strip tease acaba; se ele relaxa imóvel, ela começa a dançar e provocar cada vez mais.
Em geral, o homem que propõe pouca tensão em sua relação é justamente o homem que acumula muita tensão interna. É por isso que o orgasmo é visto como uma necessidade e é por isso que ejaculação precoce é mais comum do que imaginamos. Se conseguimos relaxar nessa tensão relacional, se nos opomos de maneira complementar (feminino e masculino como tempo e contratempo), a energia do casal aumenta junto com as possibilidades de brincadeira – na cama e na vida.

A conta afrodisíaca

Afrodisíaco mesmo é pagar a conta. O prato é o de menos.
Pagar a conta (e mil outras coisas, como não ejacular) cria a sensação de débito, não de cobrança. O processo é sutil e pode ocorrer mesmo quando ela paga a conta. Em vez de usarem esse jogo como manipulação, explicitem-no, falem disso entre si, brinquem com esses processos todos pois eles não perdem a força depois de revelados, só ganham mais ludicidade. Solteiros parecem fazer isso (usar a lógica bancária para contabilizar e comparar orgasmos, por exemplo) mais do que casados, infelizmente.
Ela insiste em pagar; ele não aceita a grana de modo algum. Ela espera um avanço dele para rolar sexo; ele diz que o jantar foi sensacional, deixa um chocolate na mão dela e se vai porque precisa trabalhar. Aí ele respira e sente a alegria de ter feito isso, algo muito melhor do que a ansiedade de esperar algo em troca. Ele passa o dia seguinte com esse espírito e depois a encontra ainda com mais presença, energia vital, olhar penetrante.
Com esse movimento sem autocentramento, ele cria uma pergunta dentro dela, um “Como assim?”. E então ela começar a se movimentar, a fazer a energia circular, a imaginar, sonhar, falar, dançar ao seu redor. Como está em débito, ela age.
Podemos experimentar aumentar a sensação de débito ao limite, não deixar que elas paguem. Sem receber, apenas respiramos. E elas dançam mais e mais. Se recebemos, o desnível desaparece e a água repousa. Se há desnível, alguém sempre corre atrás, há rio, movimento, dança. A água nunca para. E então o pagamento vem e uma hora aceitamos. Por que será que criaram a expressão “pagar boquete”?

Meditação como preliminar

Não, não me refiro a Osho, sexo tântrico, DeRose, ioga a dois, nada disso. É claro que melhorar o sexo não é o objetivo da meditação, mas é um efeito inegável.
Menos diálogos internos, mais abertura ao exterior. Menos confusão, mais direcionamento. Menos dispersão, mais energia. Mais compaixão, mais generosidade. Mais sabedoria, menos limitações, regras, crenças e visões estreitas. Junte um corpo com energia a uma mente generosa numa relação livre e me diga o resultado.

Jogos e brincadeiras

Depois de algum tempo, a energia do sexo fica obstruída pela forma, estrutura, logística. É como se ficássemos muito tempo tocando a mesma música: uma hora perdemos o sentido das letras e a vivacidade de cada nota. Como não conseguimos movimentar a energia diretamente (sem forma alguma), focamos na forma e não percebemos quando a energia some.
Um meio hábil poderosíssimo nesse caso é a brincadeira. Explorar outras formas e ver o que acontece, apenas isso. Pode ser algo simples como o jogo dos 11 minutos. Ele fica imóvel por 11 minutos enquanto ela se diverte como quiser, depois ela fica imóvel… Um celular, um gel de massagem e pronto.
By Não2não1

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mulheres Gordinhas habitam Inconsciente Masculino

Segundo pesquisa recente da revista “New Scientist” dos EUA, a mulher do futuro será gordinha, fértil e de estatura menor.Todo homem possui em seus desejos mais profundos a consumação do ato sexual com mulheres mais cheinhas, gostosas e volumosas. A questão é que nem todos assumem isto. Mesmo porque esse desejo é de ordem inconsciente até porque existe uma prerrogativa pela sociedade no Brasil de que isto é feio, errado etc.
Muitas marcas de grife fazem seus moldes sem pensar em manequins maiores ditando moda de quem “pode ou não” usar determinada marca, sendo isso um absurdo e chegando a servir de incentivo ao preconceito, bem contrário a cultura norte-americana, onde não há esse tipo de atitude. Diz o velho provérbio árabe: “Mulher tem que encher a cama, deixando o homem feliz, porque quem gosta de osso é cachorro."'

Desejo Inconsciente

A questão do desejo inconsciente por um determinado biótipo é muito forte, porem existe a dificuldade de administrar esse desejo por muitos motivos: vergonha, influência de terceiros, palpites de amigos ou familiares etc.
O problema é que quanto mais a pessoa foge de seu gosto mais problemas psicológicos ela terá, pois gerará uma série de conflitos emocionais perturbando a tranqüilidade emocional e afastando-a de seu real objetivo. Isso pode inclusive direcionar a pessoa a ter um relacionamento totalmente oposto ao seu desejo e gosto. Ou seja, ao invés de assumir o gosto pelas gordinhas de primeira e “ser feliz”, a pessoa assume relacionamento com uma mulher esbelta preferindo desfilar com esta no shopping, por exemplo. Mas a sua energia sexual fica fixada inteiramente na “gordinha”, criando frustração, pois na hora da cama era ela que ele queria. Esse mecanismo de defesa do ego chama-se Formação Reativa: quando uma pessoa tende a ficar com outra totalmente oposta de seu biótipo e desejo real.

Conseqüência de não Assumir o Desejo

Além da formação reativa, que já remete o sujeito a escolher outra mulher, o ego desenvolve outro tipo de mecanismo de defesa, o da Compensação: aonde o homem irá sempre procurar a satisfação sexual com aquela que lhe dá prazer mesmo sendo temporário e casual.
Portanto, a primeira questão negativa surge que é a traição: ele pode ficar com a mais magra, mas sempre trairá com a gordinha, porque se não casar com o seu biótipo não terá prazer, não ganhara saúde física e sexual, não melhorará seu estado psicológico, traindo e tendo uma vida irreal com conflitos e não saudável em todos os sentidos, então irá compensar a falta de prazer que necessita com a gordinha, mas gerará conflitos, tumultos e infelicidade, porque quando chega em casa ele encontrara a mulher oposta aos seus sonhos, e terá infelicidade produzida pelas inúmeras manifestações psicológicas produzidas pelo seu inconsciente.

Assumindo o Desejo

Ao assumir seu desejo inconsciente o homem terá uma vida tranqüila e em conseqüência a mulher também, porque essa sentirá prazer no toque e vai se sentir amada, podendo ter gosto em seu corpo sem culpa e afastando de ambos as neuroses e a hipocondria e principalmente o stress diário, presentes em pessoas que relutam contra seu gosto e desejo.
As gorduchas possuem mais saúde, diferente das “Anas”, que por sua anorexia possuem deficiência no metabolismo, no emocional, psicológico, e no físico. As “cheinhas” tem mais a saúde e são mais propensas a engravidar e como se doam mais na cama, a facilidade de serem mais férteis é maior, já que fertilidade significa saúde, e a mulher para engravidar tem que estar bem senão o psicológico tem poder suficiente para barrar a gravidez.
Mulheres com curvas sinuosas e rechonchudas sempre foram objeto de desejo de todos os homens. Além de serem extremamente bonitas possuem um sorriso sedutor incrível e sabem desfilar com perfeição com suas curvas, além de serem demasiadamente delicadas e possuir o dom da ternura, bem diferente das “Anas” (anoréxicas), que não possuem o mesmo encanto.
A maior representante das rechonchudas e gostosas pode ser dada pela estonteante Marilyn Monroe, nem o homem mais poderoso do planeta na época, o presidente Jonh Kennedy, resistiu.

Fonte:Texto de Alexandre Bez – Psicólogo especializado em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia - UCLA, e Relacionamento pela Universidade de Miami, Flórida.http://www.tevi.com.br/relacionamento_ver.php?cod=961

terça-feira, 11 de maio de 2010

Os arredores do fim de um relacionamento

O fim de um relacionamento é uma morte assim como o começo deu nascimento a uma identidade (”o namorado” ou “a esposa”), com todo um modo de ser, uma linguagem, um olhar, um mundo inteiro que foi co-construído sob o olhar do outro. Com o fim, esse mundo desmorona. Não é por acaso que nos falta ar, emagrecemos e fica difícil encontrar energia para sair da cama. Essa energia estava vinculada a uma identidade que não mais existe, daí a necessidade de um renascimento, que às vezes leva tempo.
Nosso parceiro funciona como uma fonte de luz. Quando a relação acaba, a sensação é de perder nossa substancialidade. Viramos uma pessoa sem sombra.
O importante é perceber que sofremos não porque o outro não mais nos ama, nos traiu ou abandonou, mas porque nos sentimos incapazes de amar e nos relacionar com outra pessoa. Assim que essa capacidade retorna, o sofrimento se esvai.
A explicação para isso é simples: não somos apegados a pessoas ou relações, mas a experiências positivas nas quais nossa energia flui. O cara pode passar anos sofrendo pela ex-mulher, mas tudo se dissolve quando uma outra mulher vem e faz a coisa toda andar de novo. Ele não estava querendo a mulher de volta, ele queria a sua ereção de volta: o brilho no olho, a rotina do casamento, a companhia, o tesão de viver, a experiência, o mundo, o pacote completo.
Quando nosso parceiro vai embora e saímos correndo, nós não estamos mirando o outro, não queremos resgatar seu amor. Não é bem isso que desejamos voltar a possuir. Nós saímos correndo atrás de nossa identidade decepada, dos sonhos interrompidos, do prazer obstruído, da nossa própria sombra que o outro projetava, da nossa pele, do que surgia em nós quando o outro estava por perto. Saímos correndo atrás de nós mesmos!



Quais conselhos que você daria para uma pessoa que acaba de terminar um relacionamento longo?



Um dos melhores caminhos é focar em estabelecer uma vida rica de experiências positivas. Quando meu último relacionamento terminou (5 anos, 3 como casados), procurei passar um tempo sozinho e alinhar meu direcionamento na vida. Aprendi dança de salão, meditei mais regularmente, me envolvi com projetos mais amplos, comecei um site para ajudar outros em seus relacionamentos…
Outro lance fundamental é ativar o corpo. Correr, malhar, tocar algum instrumento musical, aprender alguma arte marcial, tai chi, ioga, esportes de qualquer tipo. A abordagem cerebral pouco adianta. É no corpo que a vida acontece.A chave para superar a sensação de abandono é descobrir quais são suas habilidades e oferecê-las ao mundo, beneficiando e movimentando o máximo possível de pessoas em direções positivas.
Se a pessoa se envolver com outros por carência, ela continuará se sentindo carente, mesmo depois de passar 30 noites com parceiros diferentes. Se ela começar a se mover com liberdade e autonomia, se começar a oferecer experiências aos outros, uma noite é suficiente para deixá-la feliz ao ver felicidade nos olhos do outro. É esse o tipo de felicidade que nos satisfaz: a que causamos nos outros, não a que recebemos.



Como saber se o casamento ou namoro está indo para o fim?



Antes das brigas e desentendimentos, ou antes mesmo de acabar a criatividade do casal em viver coisas novas e avançar na relação, ocorre uma apatia. É esse o primeiro sinal: ausência de energia, disposição e brilho nos olhos, tudo aquilo que mais estava presente no começo, no estouro da paixão.
Em geral, é um processo que ocorre com ambos, que se olham de modo opaco. Assim eles ficam mais feios um ao outro e menos generosos Ele se dão menos crédito, não mais se elogiam ou se estimulam a crescer, não mais se contemplam à distância com admiração.
Conflitos vários, falta de sexo, beijos e sonhos ausentes são só consequência. Sintomas que aparecem bem depois da apatia inicial.
Costumamos achar que o amor morre quando paramos de receber, mas ele já está morto bem antes, quando paramos de oferecer. Tanto é que, para decidir se voltamos ou não, naquelas infindáveis conversas cheias de exigências, achamos que a relação só pode continuar se o outro fizer certas coisas, se recebermos certas coisas, então o acordo se dá assim: “Eu quero receber isso, ok? O que você precisa receber de volta?”.
Quando começamos a culpar o outro pelo nosso próprio sofrimento, pronto, eis o alerta vermelho. Daí para o fim é um pulo.
O antídoto para a apatia não é “manter o fogo”, prolongar a paixão inicial, “apimentar a relação”. Focar no próprio relacionamento, usar a criatividade, explorar fantasias, viajar junto; tudo isso funciona, claro, mas não dá para manter tal frescor por muito tempo. O antídoto para apatia em um casal encontra-se na vida dele e na vida dela, não tanto no próprio casal. Está mais no “Eu” e menos no “Nós”.
Se ele se movimenta de modo positivo, se tem brilho nos olhos, se enriquece a vida dos outros, se anda no mundo com uma visão ampla. Se ela está sempre em desenvolvimento, cada vez mais inteligente, radiante e livre, se dança pelo mundo, se também tem brilho nos olhos e sentido na vida. É isso o que livra o casal da apatia: a energia que eles movimentam por si só, sem o apoio do outro. É essa a energia que eles trazem para a relação, que se multiplica quando vira “Nós”.
By Não2não1

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Médico recomenda masturbação contra baixa autoestima

Mulheres com autoestima elevada e vida sexual prazerosa costumam ter algo em comum, além de se mostrarem de bem com a vida: cuidados constantes com a região íntima. Isso não significa que mantêm apenas a depilação em dia, mas que apresentam hábitos saudáveis e estão de olho em qualquer alteração, como problemas no ciclo menstrual e corrimentos. No outro extremo, sexo desagradável e autoestima baixa podem se traduzir em descuidos ginecológicos.
Entre as formas de este quadro mudar está o conhecimento da região íntima. Segundo o ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de saúde e medicina sexual da Faculdade de Medicina do ABC, a masturbação é um grande aliado da mulher, para o conhecimento de sua área ginecológica, até para indicar ao parceiro os locais de mais prazer. "Isso ajuda muito a autoestima", disse.
A relação entre saúde e nível de estima feminino também é notada no desleixo com a região genital. "Apesar de não ter pesquisas que comprovem tal fato, os ginecologistas atentos às pacientes identificam essa ligação facilmente. Além disso, mulher com lado emocional perturbado, como quando o parceiro morre, predispõe-se a doenças malignas e benignas, como hipotireoidismo, câncer mamário e lúpus."
Entre os descuidos mais comuns está deixar de lado ou nem notar alguma disfunção menstrual, como ciclo irregular repleto de atrasos ou antecipações.
Tempos depois, quando decide ir ao médico por um verdadeiro milagre, descobre que está com um mioma grande ou outro problema grave, que podia ter sido diagnosticado no princípio com menos prejuízos à saúde. "O melhor espelho para saber se a mulher está com a estima em ordem é o seu padrão menstrual."
Zelar pela saúde da região íntima é uma forma de contribuir com o ânimo feminino e, ainda, melhorar o sexo. Confira oito dicas listadas pelo médico, que inclui, além da masturbação, atenção à depilação, ao sabonete que usa na região, às peças íntimas e a escolha de um parceiro sexual com pegada:

1) Vá ao ginecologista periodicamente

Marcar consulta com um ginecologista não é exclusividade de quando a pessoa nota que algo realmente não vai nada bem. Tem de ir ao médico regularmente para que identifique possíveis problemas no começo.
"Há mulheres que fazem as unhas se manalmente, mas ficam dez anos sem ir ao ginecologista. Mas os homens prestam mais atenção na parte íntima feminina do que nas unhas e cabelos, que recebem muitos investimentos."
Conte tudo ao profissional, sem constrangimentos. A lista de detalhes importantes a serem informados traz uso de pílula e de antibióticos, contato com doenças sexualmente transmissíveis, cirurgia ginecológica, parto, aborto, desconforto sexual, dificuldade para colocar ou retirar absorvente interno, cólicas e menstruação irregular.

2) Ventilação

Mantenha a região íntima arejada, porque o abafamento leva à proliferação de bactérias. "O grupo que usa muita calça jeans, meia de náilon e outras peças justas tem uma série de queixas vaginais."
Calma, isso não significa que deve usar apen as saia e andar sem peças íntimas por aí. Basta evitar o uso de protetor de calcinha e de roupas muito apertadas.
Vale apostar em lingeries confortáveis de algodão no dia a dia. "Quando for namorar, pode usar uma mais sexy, até porque logo vai tirá-la."

3) Masturbação

A masturbação ainda é tabu para muitas mulheres, mas é uma demonstração de cuidado. "O principal descuido é não dar a devida importância à região. Há mulheres que ficam sem vida sexual e não se masturbam, esquecem que esse território exige treino e atenção."
O médico ressaltou que não tem sentido uma garota que nunca se tocou iniciar a vida sexual. Segundo ele, é preciso treinar e, então, indicar ao parceiro como é melhor. "Orgasmo não vem do céu. Aliás, o vibrador é uma coisa necessária a todas e ajuda na autoestima."

4) Livre-se dos tabus sexuais e tenha um bom parceiro

Pellini afirmou que pacientes que reclamam de a vagina não suportar a vida sexual, na verdade, não gostam da transa. "A vagina é algo planejado para suportar o sexo. Sendo assim, uma mulher recatada que, no dia seguinte da relação, fica toda ferida, é porque não está bem. Ela tem de estar bem estimulada e ter um parceiro adequado, com pegada, uma dose de safadeza, que passe confiança e a faça sentir protegida."

5) Depilação

Não se depile por completo frequentemente, mesmo que o parceiro insista na ideia. É que os pelos protegem a região e a mulher antenada elimina as chances de desenvolver qualquer infecção.
A recomendação p ara ficar confortável com o biquíni ou a calcinha sem deixar a região exposta é depilar três dedos acima do clitóris, três abaixo e deixar dois dedos nas laterais. Os pelos não podem ser muito curtos, por isso, devem ter dois dedos de altura.

6) Sem peças molhadas

O verão está aí e é comum que as mulheres permaneçam com o mesmo biquíni ou maiô após se refrescarem na piscina ou no mar. Grande erro e descuido. Não fique com peças molhadas, porque favorecem infecções.

7) Troque o absorvente interno

O absorvente interno é uma verdadeira mão na roda, principalmente quando a menstruação dá o ar da graça bem durante uma viagem repleta de piscinas e praias.
Mas ninguém deve permanecer com ele por muito tempo. Troque-o, no máximo, a cada tr&ecir c;s horas. "Se passa disso, em vez de absorvente, se torna um irritante."

8) Higiene íntima

Assim como tem o cuidado de escolher a escova e a pasta de dente ideal, é fundamental lavar o órgão sexual com o produto correto. Sabonetes comuns têm pH alcalino (próximo de 9), tornando a mulher candidata a infecções por conta da queda da defesa natural.
Use sempre os íntimos com pH ácido (próximo de 4). Lembre-se de lavar as calcinhas também com sabão próprio. Os convencionais podem promover alergias.
By Site Camaçari Notícias